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centro de informação urbana, cascais

 

 

 

 

 

 

 

 

do edifício. relações formais e construtivas.


integrado numa das frentes que formalizam a praça 5 de outubro, em pleno núcleo urbano histórico de cascais, o edifício "quartel dos inválidos", futuro centro de informação urbana, apresenta características únicas nesta praça. as suas características construtivas e tipológicas identificam-se no aspecto maciço, a superfície opaca predomina sobre as poucas aberturas existentes. existe um carácter específico que decorre deste tipo de construção e implantação: vinculada a uma estrutura medieval esta construção densa e espessa é um volume contentor em duas naves e simultaneamente uma estrutura que contém e relaciona a cota da praça e a cota da rua do poço novo.
 


proposta.

 
julgamos pertinente a manutenção da estrutura construtiva e tipológica das duas naves em abóbada de canhão existentes. as características de implantação e relação com a praça desta volumetria são o resultado de uma construção que evidencia ausência de medida e proporção. as sucessivas ocupações e manipulações da fachada contribuíram para a relação pouco estável desta massa com a praça. julgamos oportuno este momento de redefinição programática para redesenhar a volumetria deste edifício na sua relação com a praça e a baía. a redefinição volumétrica que operamos assenta na disposição programática que propomos para a reabilitação do edifício a centro de informação urbana de cascais: propomos restituir a integridade original a cada uma das naves e atribuir a cada uma delas condições para a realização de exposições (infra-estruturas eléctricas, ventilação e iluminação) com uma relação franca e directa com a praça. os sanitários públicos e acessos ao piso superior são inscritos na massa existente libertando assim a totalidade do espaço das figuras preexistentes.

este exercício de separação programática revela a composição do edifício em quatro núcleos distintos com relações e percursos estáveis entre cada um dos espaços: ao nível 0, o nível da praça, estão concentrados dois núcleos - espaços expositivos - que se relacionam entre si e contactam directamente com a praça. a caracterização de cada um destes espaços investe-se de um desenho particular que decorre das relações de proporção a partir da sua volumetria. assim, a posição e dimensão das aberturas para iluminação, ventilação e acesso, são valores que afirmam a identidade formal de cada núcleo e a sua posição relativa no organismo que é o edifício. as comunicações verticais, escadas e elevador, comunicam todos os núcleos do edifício e são inscritas na massa central que separa as duas naves existentes. com acesso directo pela plataforma do "beco dos inválidos", o piso 1 contem o núcleo - auditório -composto pela sala e um gabinete/área de apoio ao centro. trata-se de um espaço também de acesso público com comunicação vertical directa com o piso 0. a disposição no piso 2 do núcleo - espaços de trabalho de apoio ao gabinete do presidente da câmara de cascais -resulta da identificação de um pátio central para ventilação e iluminação. a grupados em torno deste pátio a circulação é feita no perímetro do núcleo mantendo a leitura vertical do polígono de implantação original.



metodologia. construção.


a opção de redefinição volumétrica com novo desenho assenta no prolongamento planimétrico da estrutura preexistente a partir da figura do polígono de implantação original. com esta proposta pretendemos uma leitura unitária do edifício onde as áreas pública e privada não se manifestam como entidades estranhas e distintas. este objectivo decorre de uma vontade de simplificação formal e construtiva, assim como exequibilidade e adequação do programa às características formais e construtivas a manter. como cobertura deste volume denso que é simultaneamente a cobertura dos núcleos novos - auditório e gabinetes de trabalho - usamos uma cobertura metálica, leve, que encerra o volume maciço.

 

concurso por convite: rui mendes

projecto: rui mendes + jordi fornells (vora arquitectura) + leonardo paiella