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o cheltenham art gallery and museum é um dos equipamentos culturais de cheltenham. está localizado numa posição central, muito próxima do ponto de turismo da zona comercial, e óptima, portanto, do ponto de vista da acessibilidade do público. o museu possui, actualmente, pouca visibilidade, tem um acesso difícil às colecções principais, bem como falta de espaço para exposições, armazenamento e outros espaços essenciais à prestação de um serviço de qualidade.
o projecto de remodelação e ampliação é baseado em quatro conceitos:
1. interrupção o edifício completa a volumetria constituível do quarteirão compreendido entre a clarence street e a chester walk. a ampliação respeita a sua envolvente e é projectada com o objectivo de se integrar no conjunto urbano. esta integração é feita mediante as seguintes opções contextualistas: continuidade do material por utilização da mesma pedra que a fachada da biblioteca; continuidade em altura mantendo os níveis da cornija e do murete do edifício número 51 da clarence street; continuidade planimétrica estabelecendo um seguimento do alinhamento da fachada dos edifícios vizinhos; continuidade estilística, adaptando a ordem que impera nos vãos, embora de forma contemporânea, ao novo alçado. do lado da clarence street, por onde chegarão a maioria dos visitantes, é criada uma descontinuidade por interrupção da fachada, por extracção de uma porção de bloco urbano. esta interrupção gera uma tensão que confere poder apelativo ao alçado. o vazio resultante faz com que o museu chame a atenção e gera um acontecimento.
2. simbiose é gerado um diálogo entre o edifício original e a ampliação, o que traz resulta num mútuo valor acrescentado. o vazio gerado pela interrupção cria tensão e contrasta com o edifício da biblioteca, dialogando com a torre da esquina e revalorizando-a. a torre e o vazio complementam-se, valorizam-se mutuamente, e a partir da tensão entre eles gera-se atracção para este ponto. o edifício existente é neoclássico, com molduras e baixo- relevos. a ampliação é moderna e austera, de superfícies lisas e sem decoração.
3. abraço este vazio é entendido como um espaço de transição. o museu estende o seu interior até este exterior controlado onde se funde com a rua. no piso térreo do edifício situam-se os espaços com uma maior vocação pública de forma a contagiar-lhe este atributo. o bar levará as mesas para o exterior quando chega o bom tempo, dando vida a este espaço que é entendido como extensão do passeio. o átrio de acesso situa-se ao fundo com duplo acesso favorecendo o seu atravessamento, trazendo para dentro o espaço público, a rua. do ponto de vista urbano é criada uma passagem entre a clarence street e a chester walk, ligando directamente a igreja de saint mathew’s com a igreja e o parque de saint mary’s, permitindo também encurtar o acesso à biblioteca.
4. deslumbramento na fachada voltada para dentro, para o vazio, o edifício projecta-se, anuncia-se, dá-se a conhecer. existe um grande contraste em relação ao exterior maciço, discreto e contextualizado. o contraste intensifica-se do ponto de vista matérico, ganhando uma grande força de abstracção. os elementos são abstractos, austeros, brancos, leves, transformam-se num suporte de comunicação do museu (calendário de exposições, cartazes que anunciam exposições temporárias ou permanentes...). de noite transforma-se numa caixa de luz, num “choji”, intensificando o seu contraste e poder apelativo.
endereço: clarence street, cheltenham, uk superficie construida: 3.000 m2
concurso: setembro 2007
arquitectos projecto: vora arquitectura (pere buil castells e toni riba galí) colaboradores: cristina ros, arnau boronat, beatriz borque promotor: riba, art gallery&museum
imagens: arnau boronat, cristina ros |
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