| vora arquitectura I architecture |
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texto reforma e ampliação fundação bofill
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ao abordar este projecto elegemos como objectivo responder com uma proposta que permita identificar a fundação com o seu espaço referencial, a sede na rua provença. como tem de se mostrar à sociedade? qual é a imagem que tem de transmitir? quais os parâmetros que marcam a sua organização interna? as bases do concurso eram completamente abertas relativamente a este aspecto e quisemos aproveitar esta grande aposta por parte da fundação para desenvolver uma proposta com carácter e carga simbólica.
depositámos muito ênfase na maneira de perceber a fundação a partir do exterior (fisicamente e no imaginário colectivo) e apostamos em desenvolver um elemento articulador, um móvel polivalente que se transforma segundo as necessidades e que articula o espaço central em todos os pisos contrastando com o edifício existente. este elemento gera uma imagem representativa e inovadora da fundação ao mesmo tempo permite também uma grande polivalência funcional, resumindo o equilíbrio entre a funcionalidade eficiente e a poética corporativa que a fundação deve ter. por outro lado, o diálogo e o equilíbrio que estabelece com o edifício existente (valioso e valorado na proposta) gera uma imagem de coexistência entre passado e futuro, tradição e modernidade, de confiança na memória para encarar o futuro.
conceitos. parâmetros que definem a fundação: valores democráticos, participação cidadã, redefinição dos limites políticos e sociais, análise crítica da sociedade... as metas da fundação como principal direcção de trabalho sugerem uma formalização e organização espacial baseada em parâmetros que podem ser interpretados arquitectonicamente estes parâmetros são os seguintes; 1. flexibilidade: espaços que se podem transformar fisicamente. 2. polivalência: elementos que permitem diferentes usos em diferentes situações. 3. limites permeáveis: relação entre espaços, lugares de encontro, contaminação entre áreas de trabalho.
estratégia. organizativa e corporativa: estabelecemos uma estratégia de organização desde uma leitura corporativa, a partir da análise do programa, do funcionamento da fundação e da sua potencial projecção na sociedade. esta estratégia corporativa fundamenta-se nos seguintes pontos; - ponto de encontro (esquema nodal) o escritório cumpre a função de núcleo de uma estrutura maior formada por uma rede de colaboradores e trabalhadores externos que complementam de modo fixo ou esporádico os recursos humanos da fundação. tem que ser o lugar de troca de conhecimentos e opiniões entre os trabalhadores internos e colaboradores externos. neste sentido a sede da fundação tem de ser um ponto de encontro. - espaços transversais (esquema de proximidade) :a proposta define um leque de âmbitos de trabalho que vão desde espaços comuns de trabalho ou separados. incluíram-se na proposta espaços propícios a uma dinâmica profissional corporativa e fluida, na qual surge a génese colectiva de ideias. liberdade de movimentos: escritório aberto ao visitante ou colaborador. o escritório não acaba na recepção nem no vestíbulo, mas permite um percurso livre de todo o mundo (trabalhadores, membros do patronato, colaboradores...). todo o edifício forma a memória corporativa da fundação desenvolvendo uma paisagem social formada por diferentes espaços com graus de privacidade e polivalência que permitem uma grande diversidade de encontros. imagem de coesão social e de comunicação entre trabalhadores e áreas.
endereço: carrer provença 324. barcelona superficie construida total: 1.360 m2
concurso restingido: 2008 finalista
arquitectos projecto: vora arquitectura (pere buil castells y toni riba galí) colaboradores: cristina ros, ondrej fabian, eva cotman, jordi palà consultor estrutura: eskubi-turró arquitectos consultor instalañçoes: quadrifoli gestió integral de projectes consultor orçamento: modest mor parís promotor: fundació jaume bofill project management: ferran servicios immobiliarios integrales
imagens: pere abelló boix |
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