vora arquitectura I architecture

 

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arboretum campus universitário, leioa

 

 

 

 

 

 

 

 

o campus da universidade do pais basco, no pólo de biscaia, situado na área de leioa-erandio, é um pólo universitário de carácter relativamente isolado, perto de núcleos de população em crescimento mas com uma débil ligação à cidade. o acesso ao campus faz-se principalmente através de transporte privado, motivo pelo qual grande parte da sua superfície é dedicada a aparcamento.

 

os objectivos da nova proposta para o campus relativamente à sua encosta sul são os seguintes

-  melhorar a relação da universidade com a sua envolvente natural;

-  obter um espaço de encontro e de descompressão para os seus    estudantes;

-  proporcionar um espaço de actividade: desporto e lazer;

-  criar um parque de carácter público;

-  dotar a universidade de um sítio com elementos naturais de interesse

   pedagógico permitindo assim uma extensão da actividade pedagógica.

-  melhorar a relação do estudante com a universidade, fomentando o uso  e permanência na mesma.

-  o lago como foco de atenção, actividade e relacionamento.

 

a actuação proposta responde aos objectivos baseando-se em três aspectos que são a base conceptual de actuação no território. estes são: 

 

rede: conexão, acessibilidade, rede-base de percursos que permitem o acesso a todos os pontos do parque, o relacionamento entre a camada natural e a actividade humana. a rede não é hierárquica e não se define pela união de pontos relevantes. define-se antes como uma rede isótropa que permite um percurso livre. a rede sobrepõe-se à topografia sem moldá-la, excepto em casos extremos, como se tratasse de uma rede de pesca pousada sobre o terreno.  

 

ecotò: conceito botânico que define as zonas intersticiais entre dois sistemas ecológicos nas quais se manifesta uma mistura de elementos e relações. pretende-se que o parque seja entendido como um sítio de encontro e fusão entre a realidade natural da paisagem e o espaço artificial e urbano da universidade;  espaço de máxima complexidade e de inter-relacionamento entre os dois sistemas. o projecto deve ser entendido como um sistema dinâmico e flexível que permite esta inter-relação.  o próprio parque procura ser um ecotò entre a natureza e a cidade. o espaço de contacto entre o campus e a encosta sul é um ecotò com vista a permitir a relação de usos entre a  universidade e o parque, espaço onde não se pretende sectorizar mas sim fundir, misturar, diluir os limites, coexistir, somar, crescer... 

 

processo:  não se trata de finalizar uma acção no tempo mas sim de iniciar uma dinâmica. o sistema tem de crescer, regenerar-se e permitir ser utilizado e personalizado pela própria universidade de forma simples, a partir da sua própria estrutura. o mais importante é estabelecer as bases para que o processo de regeneração natural, ecológica e de colonização por parte da universidade desenvolva o seu próprio potencial e responda às necessidades reais.  a rede e o ecotò constituem-se como um sistema base de organização do espaço que permite uma grande diversidade de usos e actividades, elementos dinâmicos que moldarão o parque. a estrutura base do parque facilita a colonização estruturada por parte dos diferentes actores (professores e estudantes das diferentes faculdades, transeuntes, desportistas, curiosos, vegetação, fauna....). esta lógica de crescimento é aplicável tanto aos elementos naturais (crescimento  das línguas verdes, aumento da fauna, vegetação responsável pela limpeza da barragem...)como aos artificiais (novos caminhos, pavilhões e actividades, programa científico, elementos de lazer...).

 

 

 

endereço: campus de bizcaia, universidade do país basco (upv/ehu), leioa-erandio

superficie construida: 11 ha

 

concurso: março 2007

segundo prémio

 

arquitectos projecto: vora arquitectura (pere buil castells e toni riba galí)

colaboradores: beatriz borque, arnau boronat

arquitectos paisagistas: josep selga sl, estudi de paisatge (josep selga, anna terricabras, asier ibero)

promotor: upv/ehu

 

imagens: arnau boronat