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vora
arquitectura
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texto equipamento socio-cultural el pinar
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estratégia morfológica: ao nível formal, a proposta é definida pelo seu carácter de limite. o edifício pousa no muro que actualmente serve de contenção da plataforma onde se implantam os dois edifícios de habitação mais próximos. neste sentido, o edifício proposto é ele próprio mais um elemento de contenção. partindo do muro, desdobra-se, desmonta-se e inflecte para gerar volumetrias, fendas, vazios e cheios. o elemento limite - o muro – vai-se desenvolvendo até se transformar no centro cívico. desta forma, o edifício fica como que atado ao terreno, um edifício tectónico. por outro lado, no seu desenvolvimento, o edifício gera uma grande fenda, uma abertura no território que o divide em duas partes e cria um amplo pátio aberto. neste vazio estão situados uma escada e um elevador públicos que constituem um novo acesso ao bairro. o edifício é um novo ponto de entrada para um bairro renovado.
estratégia programática: o programa, embora complexo, possui alguma liberdade de interpretação. a proposta pretende dar sentido à organização interna do edifício a partir do carácter de cada peça do programa e do tipo de relação que cada uso estabelece com o bairro e com os espaços que lhe são contíguos. deste modo, no nível superior, relacionado com o espaço público do bairro, estão situadas a sala polivalente e a cafetaria, cada uma em volume autónomo e identificável. é neste nível que se encontra também a recepção do centro. no nível intermédio, o mais isolado em relação ao espaço exterior, estão situados os escritórios e o conjunto de ateliers e salas de reunião polivalentes. no nível inferior, relacionado com a rua de baixo, situam-se as peças do programa que podem funcionar autonomamente com acesso próprio desde a rua (ligados, no entanto, ao núcleo de circulações do centro). são estas o lar, o telecentro, e um possível centro de emprego. existe ainda um núcleo de comunicação vertical que serve todos os pisos e zonas de armazéns.
estratégia simbólica: do ponto de vista simbólico, a proposta pretende acentuar o carácter de bairro. o edifício, situado no limite noroeste do bairro de pinar, é literalmente uma nova porta para este. a volumetria do edifício, com a sua grande abertura central, gera um percurso público alternativo ao actual acesso rodoviário, simbolizando o esforço de transformação social do bairro. finalmente, o edifício, entendido na sua vertente mais tectónica, é também um rodapé, um pedestal, a base do bairro do pinar.
endereço: bairro el pinar, rubí superficie construida: 1.450 m2
concurso: junho 2007
arquitectos projecto: vora arquitectura (toni riba galí) colaboradores: arnau boronat, beatriz borque promotor: promocions urbanes de rubí, sa
maquete: beatriz borque |
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