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o terreno
ligeiro declive a norte, ligeiro declive a poente. oliveiras, muitas.
sobreiros, alguns. dominando a paisagem, com vista sobre a vila e o seu
castelo.
o local escolhido para a implantação do edifício é a parte mais alta do
terreno. controla as vistas a norte e poente assim como capta a melhor
iluminação solar possível. o acesso ao edifício foi abordado de modo a
que este seja descoberto entre as oliveiras conforme nos vamos
aproximando. a última fase é justamente o percurso entre a vegetação
existente para enfatizar esse efeito.
o edifício
possui piso térreo e primeiro piso, é semi-integrado no terreno, de modo
que, na parte mais alta, o primeiro piso está ao mesmo nível com o
terreno. de planta quadrada, um pátio central é o protagonista com que
cada planta se relaciona de maneira oposta. o piso inferior está
completamente aberto para o pátio, enquanto o primeiro andar não tem
nenhuma abertura, mantendo apenas os acessos opacos.
o programa
as áreas públicas e de serviço da casa estão no piso térreo, sendo que
umas se localizam na parte mais exposta e as outras na parte mais
enterrada mas possuem a sua própria entrada. os quartos e áreas privadas
do edifício estão localizadas no primeiro andar, com acesso através do
pátio e, a partir deste, ao pátio privado próprio de cada unidade de
alojamento. cada quarto abre para o próprio pátio privativo com vistas
para a paisagem.
os materiais
o conjunto é constituído por um bloco compacto, de cor clara, com a
parede limite trabalhada a fim de consolidar o construído para, assim,
transmitir uma imagem única, que estabelece um diálogo directo com o
tradicional "monte alentejano", pequenas faíscas de branco calcário na
paisagem. os vários acrescentos ou acessórios, como as clarabóias, são
revestidos em aglomerado de cortiça, material com uma forte tradição
para muitos usos na região.
proyecto: vora
arquitectura (jordi
fornells) i rolf heinemann |
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