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arquitectura
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text centro desportivo can drago |
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o projecto trata da ampliação da piscina municipal can dragó. o edifício a ampliar faz parte do conjunto de equipamentos formado por três quarteirões ao longo dum eixo longitudinal entre a avenida meridiana e o passeio andreu nin, nos quais encontram-se una série de pavilhões, pistas e zonas de parque para praticar actividades desportivas e de lazer. o edifício a ampliar é um projecto dos arquitectos espinet e ubach, dos anos 80. por causa da complexidade formal do edifício existente e da irregularidade do terreno, a proposta é forte para gerar a sua própria ordem, que ao mesmo tempo responde respeitosamente aos diferentes encontros com o existente. esta ordem interna consegue-se com a criação dum pátio interior para absorver as diferentes direções do lote e do edifício existente. à volta deste pátio desenvolvem-se as diferentes actividades e funções do edifício. o pátio desce até ao nível da cave, a partir da qual se organizam as circulações pelo edifício todo. a nível volumétrico o edifício sobe em forma de espiral à volta deste pátio. desde a parte mais baixa (átrio) até à parte mais alta onde se atingem dois andares. esta parte mais alta é a que formaliza a força da esquina entre as ruas rosselló i porcel e passeig andreu nin. este volume é o que complementa com o vazio do pátio e funciona como contraponto do volume da piscina grande do conjunto. o edifício organiza-se também a partir da ideia de bandejas. As lajes-bandejas depõem-se à volta do pátio e atingem os limites do terreno. a superfície delas diminui em cada planta superior. criam uma espiral que atinge o topo no canto entre as duas ruas. para enfatizar a ideia as bandejas aparecem salientes na fachada. a horizontalidade do edifício é potenciada pelo encaixe dos fechos de cada planta entre as duas bandejas, como fitas que envolvem o edifício e fecham cada planta, e definem o limite do espaço que as contém. as fachadas são deferentes quando envolvem o pátio interior ou fecham o edifício à rua. uma espécie de volume reversível, de corpo que tem uma pele dura e escura perante os agentes externos da rua, do público; mas no interior, no coração do edifício, tem uma face mais macia e luminosa. o muro que conforma esta pele mais dura exterior tenta diluir-se ao mesmo tempo que une duas das circunstâncias de partida mais complexas do edifício existente: o confronto entre dois muros de carácter e materiais diferentes mas que teêm quase o mesmo nível de protagonismo na percepção desde a rua. um dos muros é o elemento gerador do edifício existente, e o outro é o muro que o limita e a fachada principal do edifício existente; o primeiro é revestido com pedra, o outro é de tijolo à vista. a nova proposta agarra nesta situação e tenta unir estes dois elementos com outro muro que procura a desmaterialização para não entrar em conflito nem competência com os existentes, e desta maneira potenciá-los.
endereço: carrer rosselló-porcel s/n, barcelona superficie construida: 3.860 m2
projecto: 2006-07 previsão início das obras: 2009
arquitectos projecto: vora arquitectura (pere buil castells i toni riba galí). colaboradores: beatriz borque, sónia gaspar, aina traverso, arnau boronat projecto estrutura: eskubi-turró arquitectes projecto instalações: grupo jg ingenieros consultores projecto e consultoria iluminação: biosca i botey (jordi ballesta, michaella mezzavilla) medições e orçamento: guillem llorens gragera (sco)
promotor: ubae fitness s.l. |
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